quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A Voz dos Alunos

Recebemos este e-mail de uma aluna e entendemos publicá-lo já que refere uma situação que parecia resolvida relativamente aos alunos de transição e que afinal se revelou diferente do que estava à espera. Podia ser um caso pontual, mas acaba por dizer respeito a muitos alunos que se encontram na mesma situação.

Boa tarde a todos...

Meus colegas, hoje, dia 14 de Novembro fui à ESE à procura de respostas sobre a minha situação, como aluna de transição de Comunicação Social, no que diz respeito à tal propina mínima que “todos nós”, de transição deveríamos ter. Este facto foi “confirmado” pelo Pedro Jones, o presidente da AE, na RGA do dia 31 de Outubro. Nessa RGA, o presidente da AE, confirmou que todos os alunos de Comunicação Social em Regime de Transição iriam pagar a propina mínima, que ronda os 500 euros (salvo erro).Ora bem, por tal “vitória”, o presidente da AE até recebeu palmas do pouco público presente ,mas eu pergunto-me, palmas para quê? Já existe alguma confirmação dos "órgãos superiores"? Não!! Eu, por aquilo que vejo desta AE, não me contento com aquilo que dizem e sou muito suspeita em tudo o que fazem (deixando a polémica da manifestação um pouco de parte agora), e 15 dias depois continuava sem respostas concretas e decidi ir à procura delas. Para começar, ainda na semana passada recebi um e-mail da secretaria da ESE,e passo a cita-lo:" Aos alunos que frequentam os planos de transição. Informo estes alunos de que está em vias de aprovação pela Comissão Permanente do Conselho Geral do IPS uma adenda ao Despacho que fixou o valor das propinas para o presente ano lectivo, segundo a qual estes alunos irão pagar o valor da propina mínima. O valor da 1ª prestação desta propina é de 130,98 euros. Aos alunos, nestas condições, que já tenham efectuado o pagamento da propina máxima, irão ser feitos os devidos acertos. A Secretária”. Mas, quais alunos? Todos os de transição? Até aqueles que têm disciplinas em atraso? Então e os créditos? Ora, isso era uma alegria! Mas não é! Hoje, facilmente encontrei a Professora Ana Maria Pessoa, coordenadora do meu curso e membro do Conselho Pedagógico que em cinco minutos me explicou tudo aquilo que eu queria saber e, como eu já esperava, foi o contrário do que o presidente da AE disse aos alunos no dia 31 de Outubro.

Na mesma situação que eu, devem de existir outros tantos alunos que se interrogam sobre estas questões, e por isso mesmo, pedi ao Estefanilho para publicar isto com alguma “urgência”. Bem, infelizmente eu tenho uma disciplina em atraso do plano de estudos anterior, que é DDC (Direito e Deontologia da Comunicação). Até hoje estava tranquila porque, supostamente iria pagar propina mínima e iria fazer esta disciplina para o próximo semestre, “fugindo” assim ao exame que será muito complicado. Mas, e de acordo com o que a Professora Ana Pessoa me disse, a propina mínima, se, se for aprovada só será para os alunos que têm até 27 créditos anuais. Ou seja, para aqueles que não têm nenhuma disciplina em atraso. Expliquei o meu caso à Professora e ela quase me “obrigou” a inscrever-me para exame e estudar muito para ser aprovada e assim, esta disciplina em atraso, DDC, não entrasse na minha matrícula cuja UC equivalente é Ética. Desta forma, ficaria apenas com os tais 27 créditos para conseguir a propina mínima, se esta for aprovada. De seguida, fui à secretaria inscrever-me para o exame, mas…os prazos já tinham expirado. Expliquei a minha situação e foi-me confirmado o “pequeno detalhe” dos 27 créditos para a propina mínima, isto porque, no plano de estudos anterior, os alunos que reprovassem em alguma disciplina não transitavam de ano, o que não aconteceu com Bolonha, e assim, não seria justo, terem todos as mesmas regalias. Assim, por falta de credibilidade das palavras do presidente da AE, ou por puro e duro desinteresse em desenvolver este assunto da propina mínima, visto que não “lhe toca pessoalmente” e o que disse está dito e até recebeu palmas por isso, deve ter dado o assunto por resolvido, mas nada funciona assim, muito menos nesta escola. Tive que pagar 25 euros para realizar o exame que, se, tivesse sido informada correctamente ou, simplesmente não tivesse dito em plena RGA que existiria propinas mínimas para todos os alunos de transição, eu iria me informar mais a “tempo e horas” e fazia o exame sem pagar nada.

É que ninguém merece! E pagar 25 euros para um exame que podia perfeitamente ser evitado? Não meus amigos, algo está mal, muito mal! E eu apenas gastei isto para me salvaguardar e conseguir ter apenas os tais 27 créditos, caso a propina mínima seja uma realidade na ESE. Mas, não há quem aguente e já era tempo dos meninos da AE, sim, meninos, fazerem alguma coisa positiva e verídica para os alunos da associação que (supostamente) representam. Mexam-se, falem, contestem, não fiquem satisfeitos com pouco, procurem confirmações, insistam e não desistam, porque os “órgãos superiores” querem é que nós estejamos caladinhos, foi o que vocês fizeram em relação à propina mínima, já nem quiseram saber de mais nenhuns “pequenos detalhes”… Façam alguma coisa que se aproveite!

E, se tiverem respostas, comuniquem! Em tempo útil sff… Mas para mim chega! Contar com a AE para alguma coisa? Não! Paguei 25 euros desnecessários, só porque acreditei na palavra do presidente. E em 10 minutos resolvi aquilo que em 15 dias ainda está por comunicar publicamente aos alunos. Já que deram informação falsa agora podem refuta-la, ou será que os meninos da AE ainda não sabem de nada disto? É o mais provável…

Não há quem aguente…

Sofia ( Rasta )
O meu muito obrigado ao Estefanilho por publicar estas informações essenciais.

13 comentários:

Cuco disse...

Não comento pa não me acusarem de nada!

Solidário com todos vocês!
Hoje falei com o professor Almeida! Na escola superior de tecnologias todas as excepções estão salvaguardadas! As situações têm dezenas de hipóteses possiveis mas na nossa escola insistimos em avaliar só uma, aquela que nos pode trazer paz e umas palmas no fim de um discurso!
Não seria tempo de se acabar com a hipocrisia de de se "eleger" representantes de curso apenas porque tem que ser, porque alguém tem que o fazer? não era tempo de os professores, mais experientes e batidos nestas andanças perderem um pouco do seu tempo para os educar nesta missão?
Eu não posso falar muito, porque ser representante de alguém é sempr e muito complicado e os interesses escolares de uns nem sempre são os de todos, porém é impressionante como ninguém (e repito) ninguém se apercebeu de toda esta situação (cadeiras em atraso, créditos, propinas minimas) quando todo o processo foi levado a aprovação? afinal quem são os nossos representantes? quem são os representantes de pri, pre, cs, ais, pap....
será que eles transmitem as informações aos membros do seu curso? será que os ouvem? mas se não gostam do que fazem..porque o fazem?
porque não podem todas as discussões ser abertas aos alunos que se mostrem dispostos a discuti-las?

ps- a luta continua camaradas!
mas seja como fôr, vão lá estudando para os exames!

Cuco

Anónimo disse...

Moral da história: aluno(a) informado(a) pode poupar 25€...
O melhor é não ir na 1º cantiga... seja de que presidente for... OK?

anonimo_pk_m_vao_maltratar disse...

Já li por aqui e já ouvi pelos corredores da ESE k n foi a AEESES k conseguiu a propina minima para os alunos.. que foram os próprios alunos, mas como agora aconteceu esta excepção a culpa já é da AE novamente..

Mosca Mutante disse...

Quer-me parecer que os direitos e as lutas dos estudantes se estão a tornar medalhas para certas pessoas ou órgãos. Se a AE o conseguiu, não fez mais que o seu trabalho tal como já foi aqui referido. E acho que esta história se resume aos alunos terem exposto uma situação que qualificavam de injusta aos órgãos da ESE e à AE, e esta no seu papel de representação prestou-se a mediar as "negociações" entre as partes. O dizer "Todos os alunos do regime de transição pagam propina mínima" devia ser acompanhado do "salvo os que têm disciplinas em atraso que para tal têm de fazer isto e aquilo". Vamos de uma vez por todas entender que as "conquistas" da AE são "conquistas" dos alunos e não desta ou daquela pessoa que quer colher os frutos do popularismo.

Espero sinceramente que este não seja mais um post de lavagem de roupa suja e que sirva para alguns que não estavam a par desta situação poderem ainda tentar remediá-la ainda que para tal tenham de pagar 25 euros.

Anónimo disse...

Mas na Rga tb ninguem falou destas possiveis excepçoes!

Melguinha piquinina disse...

Caro anónimo, ao que me compete dizer posso apenas afirmar que: as vitórias da AE são a vitória dos estudantes e vice-versa!
aqui não interessa quem ganhou ou não! não foi o presidente X ou o secretário Y que o conseguiram! os alunos fizeram-no e pronto! em relação ás possiveis excepções, o problema está em quem aprovou os planos de estudos para o curso! nunca se falou em culpa da AE! mas a AE tinha o dever (como já foi referido inumeras vezes) de analisar bem (e isto consiste em falar com os alunos, coisa que não se faz) e ter conhecimento de todos os casos e possiveis excepções!
Se bem me lembro, acho que essa questão do número de créditos foi levantada, e foi respondido por quem de direito (o tal que ganhou a salva de palmas) foi que não interessavam os créditos mas sim o estar ou não no regime de transição! porque se tivessem falado com a coordenadora de curso (isto se ela falasse com o presidente da AE, orgulhos da senhora ou do menino..ninguém sabe) tinham descoberto aquilo que a aluna ana sofia descobriu em apenas 10 minutos! e talvez na reunião com o professor armando pires pudessem incluir este aspecto! agora é ver como a associação pode ajudar ainda mais estes alunos!

****

tenho medo de dizer o meu nome porque posso sofrer represalias disse...

é que sinceramente não percebo qual é a dificuldade em perceber que criticas e oposição são coisas saudaveis, e que vão existir sempre, quer com bom trabalho feito, quer com mau trabalho feito.
agora quando o trabalho é muito pouco ou mau é normal que se levantem mais vozes criticas. sem que isso signifique que exista uma cabala ou uma perseguição pessoal. mas se falta humildade para reconhecer os erros, é normal que os intervenientes optem por se vitimizar, e estar constantemente a defender-se (mal e sem argumentos, diga-se de passagem).
é que ja perdi a conta aos posts, em que os comentários acabam sempre no mesmo. será demais pedir bom senso aos defensores do "reino da dinamarca"?
vamos por favor falar do que realmente importa, e já que sentem necessidade de se defender dos "ataques", que o façam com coerencia e maturidade.

só mais uma coisa e a titulo de exemplo, porque é que o "anomino pk me vao maltratar" (coitadinhuuuuu) nao explicou logo a questao que se colocou aqui?
em vez disso preferiu vitimizar a desgraçada ae!
(não quero acreditar que seja porque não tem a resposta!!!!)
é que se tivesse tomado a primeira atitude evitavam-se muitos comentários, incluindo o meu. as pessoas ficavam esclarecidas. e estariamos a discutir a questao essencial, em vez de estarmos a discutir o sexo dos anjos!

Joaquim dos Santos disse...

Os proprios alunos pois, porque a ae são os alunos, mas ninguém diz que o que consquistaram foi mal conquistado, a questão é que informaram mal os alunos e os mesmos ficaram descansados após as sábias palavras do nosso presidente!

Se a ae se tivesse informado melhor podia ter passado informação correcta! Assim vamos esperar que agora façam força para pedir realmente propina minima para todos os que tem apenas 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31 e 32 porque é uma puta duma injustiça se pagar 900 so por 2 creditos!!! É uma vergonha e uma filha da putice que fazem aos alunos!! Porque se só há 3 anos de curso porque haver distinção a quem deixou uma cadeira atrasada e a quem não deixou?!?!?! Estamos todos no ultimo ano, acho que somos todos azuis nesta escola ou será que há alguns que são amarelos??? Ou então também dá jeito a aluguns receber 900 euros porque dão jeito para comprar mais material para os alunos!!!

Anónimo disse...

Pessoal, a AE tem comissão desses 25 Aérios, ou ainda não perceberam isso.

JoséPereira disse...

"Anónimo disse...
Pessoal, a AE tem comissão desses 25 Aérios, ou ainda não perceberam isso."

Tu só podes estar a brincar!!! É que a mim fez-me rir! Quanto a esta questão.. de facto, nós AE desconheciamos estes problemas. Erro nosso pronto. Contudo, na reunião que tivemos com o prof. Armando Pires, Pres. do IPS, já ele nos tinha referido que subindo a propina minima para os 27 creditos iria continuar a haver gente que tinha mais um, dois, três créditos, por ai, e que isso siginificava abrir excepções atrás de excepções, o que não podia acontecer. Por isso é que ele contactou os Conselhos Directivos de todas as escolas para saber o parecer em relação a um numero de cerditos definitivo para a propina minima, a ESE inclusivé. Não quero estar a "dizer" nenhuma parvoice mas acho que tem que ser implementado um limite. Anteriormente eram os 24, agora os 27. Seguidamente poderia passar para 30.. depois vinha um aluno dizer k ia fazer 34 creditos e subia para os 34. depois haveria outro que dizia mas eu faço 25 e pago a maxima.. subia para os 35. Por ai fora e no final todos os alunos pagavam a propina minima (nao que fosse mau mas é impossivel). Espero não ser mal interpretado, mas é isto que acontece.

Saudações Académicas a todos!

Anónimo disse...

"depois haveria outro que dizia mas eu faço 25 e pago a maxima"

aqui queria dizer 35..

Mosquito do Bagaço disse...

A questão dos alunos em transição, na minha opinião, nem se devia colocar pelo nº de créditos já que estes estão a pagar mais um ano e vão ficar com o mesmo grau daqueles que apenas fizeram 3 anos...onde está a justiça disso? Bem sei que a vida nem sempre é justa mas para além de terem que ficar mais um ano, ainda têm de pagar mais um também. O mesmo se passava no antigo sistema, e várias vezes se discutiu o assunto, que fazia com que os alunos do curso de CS (o caso aqui discutido) tivessem 5 anos, sendo o ultimo composto por um semestre com 3 aulas e o outro semestre ocupado por um estágio suportado por quem?? Pelos alunos, é claro! No meio disto tudo o que podemos concluir? É que entre o justo e prático se evidencia sempre o factor económico e o curso de CS foi dando de "comer" à nossa escola durante muito tempo. E até já se falou na possibilidade de se transferir o curso para outra escola, mas quando chega a hora de fazer contas a conversa é outra!

Saudações Eseanas

Joaquim dos Santos disse...

Só estou a dizer para ser justo com todos os que estão no último ano e têm que estar ca apenas a fazer 3 ou 4 cadeiras, perdão unidades curriculares!

Quem está ca no terceiro ano normal tem as cadeiras normais e os restantes tb, so quem esta no ultimo tenha ou não uma cadeira atrasada e que esta nesta situação! A justiça a ser feita era todos pagarem igual mas como foi dito atras o curso tem que dar de comer a escola por isso não interessa fazer justiça, so ha justiça se isso não for contra os interesses economicos!
É óbvio que haveria excepções, mas se fosse decidido apenas os do ultimo ano "chamado" transição pagarem assim ninguem se queixava.
Quem tem uma atrasada não esta em transição dizem-me na secretaria, acaba a merda do bacharelato mas continua tudo na mesma!