quarta-feira, 16 de abril de 2008

De pequenino é que se torce o pepino!

Para incentivar alunos a participar na vida das escolas

Associações de estudantes do Básico e Secundário promovem Semana pela Democracia

16.04.2008 - 09h39 Lusa

A Delegação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário anunciou hoje a realização, entre os dias 21 e 24, da "Semana pela Democracia", para exigir uma maior participação dos estudantes na vida da escola. "Aproveitando-se de casos de violência que tomaram proporções mediáticas, o Governo quer fazer crer que nas escolas se vive um 'clima de guerra' que todos os estudantes são criminosos em potência, para assim justificar a aplicação de medidas como o Estatuto do Aluno ou o Diploma de Autonomia e Gestão das Escolas", refere aquela entidade em comunicado.

As associações de estudantes consideram que "estes diplomas não são mais do que uma tentativa de acabar com o que resta da Democracia nas escolas, no que se refere a uma gestão participada, também pelos alunos". "Com a entrada em vigor destas duas leis, fica mais fácil excluir estudantes do sistema de ensino. O poder disciplinar, assim como o logístico e o financeiro ficam a cargo de uma só pessoa que deixa de ser eleita. Aos estudantes cabe apenas o papel de estar na escola", acrescenta.

Defendem que "os alunos têm de participar em todos os aspectos da vida escolar, nomeadamente serem ouvidos em matéria de política educativa" e denunciam que "são cada vez mais os casos de associações de estudantes a quem não é permitida a realização de reuniões gerais de alunos".

Na "Semana pela Democracia nas Escolas", que decorre em todo o país, os estudantes vão exigir "uma maior participação na vida escolar, o fim dos atropelos aos direitos das associações de estudantes e o fim do Estatuto do Aluno e do Diploma de Autonomia das Escolas".

In Público online, 16-04-2008

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Até quando?


Professores, agricultores, artistas, desempregados, trabalhadores, e até malta do Tuning...todas as semanas assistimos a manifestações dos mais variados quadrantes e sectores da nossa sociedade, enquanto nós, estudantes, outrora na “frente da batalha”, na luta por um país e futuro melhor, permanecemos silenciosos e inertes, perante a deterioração das condições/instituições do ensino superior. É preciso tirar senha para nos manifestarmos? Será que só depois de o grupo de Caçadores das Taipas sair à rua é que nos decidimos a lutar pelos nossos direitos e interesses? Os professores “ganharam”...nós estamos à espera do quê?
Fica o vídeo do que outrora foi a luta estudantil...mais palavras para quê?

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Escola Segura??

Uma das vantagens do edificio projectado por Siza Vieira, é permitir que este tipo de situações não suceda, ou pelo menos complica. Não deixa de ser um alerta para as altas instâncias que na hora de cortar nas despesas, cortam na segurança. É um caso entre muitos outros que sucedem em pleno campus do IPS. E atenção, não estamos a dizer que é necessário adoptar-se medidas ultra-controladoras como têm sido propostas em reunião várias dos orgãos do IPS.
In Destak, 11-04-2008

In Setubalense on-line



quarta-feira, 9 de abril de 2008

Ave ESE Cheia de Graça!


Se tivesse um profile no Hi5 seria:

Nome: Gilberto Reis
Estado Civil: Solteiro
Profissão: Ministro de Deus
Ocupação: Celebrações várias (actualmente visitas às escolas do IPS)
Circulo de amigos: Deus, Cristo, nossa senhora, grupo de fiéis da comunidade cristã, Cáritas Diocesana...

Hoje, dia 9 de Abril, numa institutição de ensino que se pretende superior e laica, Sua Excelência o Bispo de Setúbal visita a ESE com um de três (pelo menos na nossa opinião) objectivos:

Objectivo número um: A igreja católica está interessada em recrutar para os seus quadros 120 professoras primárias, 200 educadoras de infância, 200 licenciados em comunicação social (crê-se que o departamento de comunicação da igreja católica portuguesa só terá espaço suficiente pa trabalhar no estádio da luz ou na nova igreja em Fátima), 150 alunos de património (que realizariam obras de arte exclusivamente para a igreja) etc... e sendo assim, o Bispo vai dar uma olhadela aos futuros colaboradores;
Objectivo número dois: O exmº Presidente do CD quer comprar um lugar no céu e está em negociações, tornando esta visita numa negociação informal, ao estilo do "quanto custaria...?";
Objectivo número três: Para a nossa escola só um milagre! Com toda a desorganização provocada por Bolonha, com o descontentamento de alguns professores e com alunos ainda não matriculados, a imagem não é nada animadora! No meio desta confusão, só alguma clarividência pode orientar um caminho para a salvação eterna da nossa instituição e o desenvolvimento (católico como convém) da nossa comunidade.


Então, no dia de hoje, se nos dirigirmos à nossa escola, além do circo do costume podemos encontrar:

-Hora da esperança - Durante uma hora o Bispo orienta os alunos numa missa pelo Ensino Superior, inspirada na esperança de dias melhores;
-Aula Aberta - Bispo apoia Luis Souta e Luciano Pereira numa aula intitulada "Perigos mundanos: Comunistas, Terroristas, Bloggers e Freiras";
-Momento Musical - "Quarteto do Concelho!" - D. Gilberto Reis acompanha no ógão de igreja o já famoso conjunto alternativo que habitualmente ensaia numa sala lá do primeiro andar, e que tem por norma não discutir os seus delirios criativos!

E agora já sabem, hoje, não faltem! O Bispo de Setúbal vai andar pla ESE, não percam a oportunidade de procurar algumas respostas que tardam em ser reveladas pelos nossos dirigentes académicos, quem sabe se uma autoridade divina não as saberá dar.

Até podem não concordar com a cerimónia do beija mão, que ainda vos calha a mão de alguém que não querem beijar, mas aproveitem o acontecimento.E o facto de provavelmente andarem por cá meios de Comunicação Social, pode dar-nos carissimos colegas, a liberdade de dizer aquilo que amanhã vai parecer não existir!

A picar é que a gente se entende!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Piada de Gago

Relatório da OCDE sobre ensino superior

Ministro da Ciência diz que licenciados não sofrem desemprego

03.04.2008 - 11h16 Lusa, PÚBLICO

O ministro da Ciência e Ensino Superior está convencido de que quase não há licenciados desempregados em Portugal, mas não especificou se o trabalho que encontram em qualificado ou se tem relação com a área em que tiveram formação superior.

Comentando na Rádio Renascença um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) sobre o ensino superior, o ministro, Mariano Gago, disse que “quase não há desemprego entre licenciados”.

Segundo Mariano Gago, quase todos os profissionais com formação superior entram no mercado de trabalho durante o ano seguinte ao termo da sua licenciatura.

“O número de profissionais que sai dos cursos superiores todos os anos para o mercado de trabalho não chega e são todos absorvidos pelo mercado”, disse o ministro à Renascença.

O ministro reconhece no entanto que o emprego encontrado fica muitas vezes aquém das expectativas: “É verdade que muitas vezes, e muitos jovens sentem isso, o primeiro emprego não é aquele que gostariam de ter”, ressalvou, frisando logo de seguida que, “ao fim de um ano de saídas do ensino superior”, não existe “ninguém desempregado”.

Mariano Gago diz também que existem cursos iguais em várias instituições de ensino e que os que revelam menos saída acabam por fechar ou ser reestruturados.

O relatório da OCDE, intitulado “O Ensino Superior na Sociedade do Conhecimento”, envolveu 24 países. No documento considera-se que, além de haver poucos licenciados para as necessidades do mercado português, as instituições de ensino superior são muito dependentes do dinheiro do Estado, pelo que sugere um aumento do valor das propinas.

in Público on-line, 3 de Abril de 2008


Para quem não acredita no que leu, pode sempre ouvir clicando AQUI.

Diz que é para nos rirmos! Não deixa de ser preocupante que um ministro não tenha noção da realidade, o que só nos faz pensar que os tempos se aproximam serão ainda piores, pois se tudo está bem, segundo a leitura do ministro, pouco há a mudar ou a fazer relativamente a um problema que afecta milhares de recém-licenciados. Enquanto deixamos que ministros digam disparates destes, nós continuamos calados...Até quando?