segunda-feira, 5 de maio de 2008

Sugestões de Leitura e visionamento I

Inauguramos aqui uma nova secção no nosso blog, com o objectivo de dar a conhecer artigos, livros, estudos ou teses em torno dos mais variados assuntos da nossa sociedade. Atravessamos um momento de algum fervor e revivalismo revolucionário e como tal aproveitamos para sugerir alguns textos em torno da politica e dos jovens. Abril já lá vai e Maio de 2008 é pretexto para a celebração dos 40 anos do quente Maio de 68. Vale a pena ler o caderno P2 do jornal o Público relativo ao assunto (basta clicar AQUI). Os tempos eram outros e os estudantes sentiam que podiam fazer algo para mudar a sociedade e o mundo. O que mudou? Não sabemos a resposta, constatamos apenas que deixámos de acreditar que juntos podemos fazer a diferença, talvez porque alguém nos fez deixar de acreditar. O recente documento apresentado pelo Presidente da República, relativo à interacção dos jovens com a politica, é revelador e preocupante (ler AQUI). Que futuro nos espera?Não será esta a pergunta, mas sim, QUE FUTURO QUEREMOS PARA NÓS?

Para os que fogem à leitura e preferem centrar a sua atenção na imagem, deixamos aqui para consulta o folheto relativo ao Ciclo de Cinema dedicado Maio de 68, a decorrer esta semana no Instituto Franco-Português.
Para aguçar o apetite, deixamos também um vídeo relativo a alguns acontecimentos desse Maio que deveria ter mudado o mundo.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Abaixo-Assinado

Chegou até nós um e-mail que dá conta da realização de um abaixo-assinado realizado com os alunos do curso de Comunicação Social. O objectivo desta acção, de acordo com o documento enviado, é “reivindicar um ensino de qualidade, bem como forma de mostrar o descontentamento pelo processo da fase de transição do plano de curso, relacionado com a implementação do processo de Bolonha”. O documento, juntamente com as 104 assinaturas recolhidas, foi entregue nos Conselhos Pedagógico, Directivo e Científico e à Coordenação de Curso. Deixamos aqui os pontos que servem de base a esta reivindicação.

Os alunos do curso de Comunicação Social da Escola Superior de Educação de Setúbal estão a passar por uma fase de transição no plano de curso, originada pela implementação do processo de Bolonha.

No entanto, este processo não só veio evidenciar algumas falhas na organização interna da Escola, bem como abriu portas à chegada de novos problemas.

Face a esta questão, os alunos têm o direito a ser devidamente informados e a manifestar a sua opinião ou descontentamento, reivindicando à direcção o acesso a um ensino de qualidade.

Posto isto, eis algumas das situações que deixam os alunos descontentes e para as quais gostariam de ter uma resposta:

- A discrepância de informação disponibilizada pelos professores em relação à UC da carteira de competências.

- Os horários irregulares e longos “furos” que não permitem aos alunos ter outras actividades para além das praticadas na ESE.

- A preocupação em relação à UC de Estágio, no que diz respeito à colocação dos alunos nos locais de sua preferência e a um eventual excesso de alunos que não permita a colocação da totalidade dos mesmos.

- A dificuldade na obtenção de equivalências e indeterminação já perto do final do ano lectivo, em relação às UC´s que devem ou não frequentar.

- O eventual apoio da Escola a que os alunos Erasmus têm direito que não se verificou antes, durante nem depois da sua estadia no estrangeiro.

- A dificuldade dos professores em encontrar salas disponíveis para leccionar as UC´s.

Todas estas dúvidas são reforçadas pela notória falta de organização interna que a nossa escola deixa transparecer.

Os alunos não foram consultados nem informados correctamente sobre as várias fases do processo e a falta de entrosamento entre os vários professores está bem patente.

De realçar também que os alunos de Comunicação Social estão solidários com a coordenadora de curso pelo trabalho árduo e esforço extra dispendido na resolução de vários problemas, bem como com todos os professores que a apoiam neste processo.

Segue em anexo um abaixo-assinado que revela a mobilização dos alunos por um objectivo comum. Solicita-se um esclarecimento unânime e definitivo que garanta um correcto funcionamento deste estabelecimento de ensino.

Pretendemos neste sentido, a realização de um plenário que conte com a participação de todos os responsáveis neste processo e com os alunos de Comunicação Social, para que possam estes últimos ser ouvidos e ter uma palavra a dizer perante a reivindicação de um ensino de qualidade.

Os alunos de Comunicação Social.

sábado, 26 de abril de 2008

A não perder, numa escola perto de ti!

Revisão dos Estatutos do Instituto Politécnico de Setúbal
Sessões Públicas


Convida-se toda a Comunidade Académica do Instituto Politécnico de Setúbal a participar nas sessões públicas, que têm como principal objectivo auscultar a Comunidade sobre as questões suscitadas nas reuniões da Assembleia Estatutária, e que decorrerão nas seguintes datas:

Dia 28 Abril 14h30 Auditório 1 da Escola Superior de Tecnologia de Setúbal

Dia 29 Abril 10h00 Anfiteatro da Escola Superior de Educação

Dia 30 Abril 10h00 Sala 1.03 da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro
Informação retirada do site do IPS.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Para lembrar a Revolução!



Grândola vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti oh cidade

Mais um 25 de Abril passa e mais o desconhecimento e a ignorância trespassam na nossa sociedade em relação a este acontecimento.
Cada vez mais em geral como povo aproveitamos o feriado para ir à praia e alienamo-nos em conjunto das razões para o festejar.
Palavras como liberdade, fraternidade, solidariedade, morte por uma causa ou igualdade são para a maioria conceitos longínquos e até fora de moda isto porque algumas pessoas pensam que a revolução foi só deles e que são os pais da liberdade quando isso é mentira.
A revolução dos cravos aconteceu devido à união de muitos anónimos, de muita gente que não aparece nos ecrãs de televisão, dos verdadeiros heróis do 25 de Abril ...
Os que deram até com a sua vida e sangue o seu contributo ao país por um regime melhor e não opressivo ...
esses são esquecidos todos os dias e vangloriam-se alguns que na hora da verdade estavam ou fora do país ou no seu grande e poderoso sofá ...
Os partidos políticos perderam em geral a sua função democrática por quase sempre defenderem os seus interesses preterindo os interesses gerais ...
A televisão hipnotizou esta grande massa acrítica e não pensante que todos os dias é tolhida no seu pensamento e lavada cerebralmente.
Estas e muitas outras razões levam ao desinteresse generalizado em relação ao dia da liberdade ...
Porque muito poucos souberam na pele o que pessoas sofreram para estarmos aqui a falar, a escrever, a ter opinião ...
e muitas poucas pessoas vão se aperceber do momento em que até ai nos atacarem por não ser conveniente para o estado gente com opinião já que são incómodos e terroristas ...
Saudações a todos e viva a liberdade (ou o pouco que resta dela)

p.s. - e não deixem que os grandes barões comam tudo ... como acontece variadas vezes ...

Estefanilho na Garganta

domingo, 20 de abril de 2008

Estrangeiradas

A semana que passou foi, mais uma, fértil em acontecimentos lá para os lados da Estefanilha. Depois de abertas as portas à máquina de propaganda da fé, foi a vez de trazer a Europa até nós. Nada contra esta abertura aos nossos irmãos europeus, bem pelo contrário. Devemos aprender com aqueles que nas tabelas estatísticas apresentam melhores “resultados” que nós nos mais diversos aspectos da vida em sociedade. Ora a grande questão está no querer aprender…queremos mesmo? Como povo hospitaleiro que somos (nisso, sem dúvida, somos os melhores!) a nossa primeira preocupação é a da aparência. Não importam os problemas internos, desde que não apareçam à vista dos olhares externos. Assim sendo, foi uma semana de aparências, escolas aperaltadas, jantares de toalha branca, flores bonitas, muitos sorrisos e muita disponibilidade, da parte daqueles que se recusam, desde há muito, a explicar as mudanças e resolver os problemas que a nossa instituição enfrenta. Já não se trata de uma questão de respeito, que esse já não existe, mas de consideração para com aqueles que por lá estão um ano inteiro, que pagam para lá estar e que esperam que esse valor seja empregue na melhoria das condições disponíveis para o desempenho das suas actividades ao longo do seu percurso académico. Que as aparências não sejam fugazes…

Deixamos aqui mais uma tira desenhada aqui da malta da picada, para os que não tiveram acesso (sabe-se lá porquê, desapareceram num instante...censura? Ah pois!).