Recebemos este e-mail de uma aluna e entendemos publicá-lo já que refere uma situação que parecia resolvida relativamente aos alunos de transição e que afinal se revelou diferente do que estava à espera. Podia ser um caso pontual, mas acaba por dizer respeito a muitos alunos que se encontram na mesma situação.
Boa tarde a todos...
Meus colegas, hoje, dia 14 de Novembro fui à ESE à procura de respostas sobre a minha situação, como aluna de transição de Comunicação Social, no que diz respeito à tal propina mínima que “todos nós”, de transição deveríamos ter. Este facto foi “confirmado” pelo Pedro Jones, o presidente da AE, na RGA do dia 31 de Outubro. Nessa RGA, o presidente da AE, confirmou que todos os alunos de Comunicação Social em Regime de Transição iriam pagar a propina mínima, que ronda os 500 euros (salvo erro).Ora bem, por tal “vitória”, o presidente da AE até recebeu palmas do pouco público presente ,mas eu pergunto-me, palmas para quê? Já existe alguma confirmação dos "órgãos superiores"? Não!! Eu, por aquilo que vejo desta AE, não me contento com aquilo que dizem e sou muito suspeita em tudo o que fazem (deixando a polémica da manifestação um pouco de parte agora), e 15 dias depois continuava sem respostas concretas e decidi ir à procura delas. Para começar, ainda na semana passada recebi um e-mail da secretaria da ESE,e passo a cita-lo:" Aos alunos que frequentam os planos de transição. Informo estes alunos de que está em vias de aprovação pela Comissão Permanente do Conselho Geral do IPS uma adenda ao Despacho que fixou o valor das propinas para o presente ano lectivo, segundo a qual estes alunos irão pagar o valor da propina mínima. O valor da 1ª prestação desta propina é de 130,98 euros. Aos alunos, nestas condições, que já tenham efectuado o pagamento da propina máxima, irão ser feitos os devidos acertos. A Secretária”. Mas, quais alunos? Todos os de transição? Até aqueles que têm disciplinas em atraso? Então e os créditos? Ora, isso era uma alegria! Mas não é! Hoje, facilmente encontrei a Professora Ana Maria Pessoa, coordenadora do meu curso e membro do Conselho Pedagógico que em cinco minutos me explicou tudo aquilo que eu queria saber e, como eu já esperava, foi o contrário do que o presidente da AE disse aos alunos no dia 31 de Outubro.
Na mesma situação que eu, devem de existir outros tantos alunos que se interrogam sobre estas questões, e por isso mesmo, pedi ao Estefanilho para publicar isto com alguma “urgência”. Bem, infelizmente eu tenho uma disciplina em atraso do plano de estudos anterior, que é DDC (Direito e Deontologia da Comunicação). Até hoje estava tranquila porque, supostamente iria pagar propina mínima e iria fazer esta disciplina para o próximo semestre, “fugindo” assim ao exame que será muito complicado. Mas, e de acordo com o que a Professora Ana Pessoa me disse, a propina mínima, se, se for aprovada só será para os alunos que têm até 27 créditos anuais. Ou seja, para aqueles que não têm nenhuma disciplina em atraso. Expliquei o meu caso à Professora e ela quase me “obrigou” a inscrever-me para exame e estudar muito para ser aprovada e assim, esta disciplina em atraso, DDC, não entrasse na minha matrícula cuja UC equivalente é Ética. Desta forma, ficaria apenas com os tais 27 créditos para conseguir a propina mínima, se esta for aprovada. De seguida, fui à secretaria inscrever-me para o exame, mas…os prazos já tinham expirado. Expliquei a minha situação e foi-me confirmado o “pequeno detalhe” dos 27 créditos para a propina mínima, isto porque, no plano de estudos anterior, os alunos que reprovassem em alguma disciplina não transitavam de ano, o que não aconteceu com Bolonha, e assim, não seria justo, terem todos as mesmas regalias. Assim, por falta de credibilidade das palavras do presidente da AE, ou por puro e duro desinteresse em desenvolver este assunto da propina mínima, visto que não “lhe toca pessoalmente” e o que disse está dito e até recebeu palmas por isso, deve ter dado o assunto por resolvido, mas nada funciona assim, muito menos nesta escola. Tive que pagar 25 euros para realizar o exame que, se, tivesse sido informada correctamente ou, simplesmente não tivesse dito em plena RGA que existiria propinas mínimas para todos os alunos de transição, eu iria me informar mais a “tempo e horas” e fazia o exame sem pagar nada.
É que ninguém merece! E pagar 25 euros para um exame que podia perfeitamente ser evitado? Não meus amigos, algo está mal, muito mal! E eu apenas gastei isto para me salvaguardar e conseguir ter apenas os tais 27 créditos, caso a propina mínima seja uma realidade na ESE. Mas, não há quem aguente e já era tempo dos meninos da AE, sim, meninos, fazerem alguma coisa positiva e verídica para os alunos da associação que (supostamente) representam. Mexam-se, falem, contestem, não fiquem satisfeitos com pouco, procurem confirmações, insistam e não desistam, porque os “órgãos superiores” querem é que nós estejamos caladinhos, foi o que vocês fizeram em relação à propina mínima, já nem quiseram saber de mais nenhuns “pequenos detalhes”… Façam alguma coisa que se aproveite!
E, se tiverem respostas, comuniquem! Em tempo útil sff… Mas para mim chega! Contar com a AE para alguma coisa? Não! Paguei 25 euros desnecessários, só porque acreditei na palavra do presidente. E em 10 minutos resolvi aquilo que em 15 dias ainda está por comunicar publicamente aos alunos. Já que deram informação falsa agora podem refuta-la, ou será que os meninos da AE ainda não sabem de nada disto? É o mais provável…
Não há quem aguente…
Sofia ( Rasta )
O meu muito obrigado ao Estefanilho por publicar estas informações essenciais.